apesar de bem diferente, minha experiência foi similar à sua. explico: o parto do meu segundo filho aconteceu em casa.

como videoartista, quis registrar aquilo de todas as formas ao meu alcance naquele momento — uma DSLR (a 1ª a gravar vídeos), uma handycam (mini-DV) e uma super-8 (sim!).

o processo todo durou 48h, nas quais mesmo num estado alterado de consciência tanto pelo contexto todo quanto pela privação de sono, pude gravar bastante — ao final, captei quase 6 horas de material.

porém, o nascimento em si, a hora do vamo vê, instintivamente deixei a câmera de lado e, pelos mesmos motivos que vc cita no seu texto, acompanhei tudo com meus olhos. interessante notar que no impulso, a câmera no chão continuou gravando uma parede, um pedaço da escada, então tenho algum registro do áudio desse momento, uma bela mistureba de sons.

hoje, quase seis anos depois, ainda não editei, nem ao menos assisti esse material. mas aquela memória, as imagens e sensações únicas daquele momento, continuam mais vivas em mim do que o registro de qualquer câmera…

por um mundo com mais memórias pessoais e menos digitais! ☺

poeta | editor | artista visual | produtor cultural | etc. @nadastudiocriativo :: bio.fm/bagadefente :: be.net/nadastudiocriativo

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